Boitúva, Brasil, Destinos, São Paulo

Paraquedas: como é saltar em Boituva, São Paulo

Qual foi a melhor experiência da sua vida?

A minha aconteceu a doze mil pés de altura e duzentos e trinta quilômetros por hora de velocidade, por aproximadamente um minuto, em queda livre.

Saltar de paraquedas é o tipo de coisa que eu conto pras pessoas sorrindo igual uma boba. Todo mundo sempre pergunta: “você é doida?” ou “dá medo?” e “conta mais!”. Por isso, o post de hoje é sobre o meu salto de paraquedas e alguns detalhes sobre essa experiência.

Para ir direto aos preços e detalhes do salto em Boituva, clique aqui.

Paraquedas Boituva

Chegando em Boituva

Às seis da manhã, eu estava na rodoviária de Santos pegando um ônibus rumo a São Paulo, já que não havia um ônibus direto pra Boitúva. Como era cedo demais, o dia tava bem feio e eu estava morrendo de medo de não ser possível saltar devido às condições do céu. Uma vez em São Paulo, peguei o segundo ônibus, dessa vez para Boitúva, enquanto o sol começava a aparecer entre as nuvens. Quando cheguei na cidade, o céu tinha cara de verão e as nuvens haviam sumido completamente. Uma moça da Paraquedismo Boituva me ligou quando eu estava chegando na cidade, pra avisar que o dia estava maravilhoso e que eu podia ir pra lá sem medo. Ainda bem, né?

Paraquedas Boituva
Antes de saltar, sendo apavorada pelo camera man

Preparativos para o salto

Fui muito bem recebida na escola pela equipe da Paraquedismo Boituva. Fiz um cadastro já na entrada, passei meus dados e assinei um termo de responsabilidade bem macabro. O pagamento é efetuado nessa hora, e eu acabei optando por receber filmagens e fotos do salto. O precinho é bem salgado (relação de preços mais pra baixo do post), mas sempre digo que meu salto valeu cada centavinho.

Feito isso, aguardei um pouco e entrei com a próxima turma para escolher a roupa. A escola dispões de uns macacões bem style pra quem quer saltar equipado, mas não é obrigatório. Ou seja, você pode saltar com a roupa que está, só tem que tirar brincos e adornos, por questão de segurança mesmo. Como eu tava no espírito, escolhi um macacão do meu tamanho (foi difícil achar um tamanho gnomo). Quando todos estavam devidamente preparados, veio o instrutor para passar alguns toques de como se portar na hora do salto. As orientações basicamente são: agachar na porta do avião, jogar as pernas para trás na hora da queda livre e abrir o braço quando ele for abrir o paraquedas. Mas calma! É tudo bem intuitivo na hora.

Aí começa a parte mais legal! A adrenalina do salto.

Paraquedas Boituva

O salto

Logo após as orientações do instrutor, veio o camera man e pra gravar a introdução do meu vídeo. Ele fez um auê perguntando quais eram minhas últimas palavras (socorro) e deu uma motivada. Então, eles nos encaminharam para um caminhãozinho que nos levou até o avião.

Ah, detalhezinho: era a primeira vez que eu subia num avião. Meu primeiro avião e eu já ia pular dele!

Decolamos e a dinâmica dentro do boeing foi bem legal. Os instrutores ficaram conversando bastante com a gente pra dar aquela acalmada em quem tava com medo. A real é que não dá pra ter medo. Você só quer aproveitar cada segundo daquilo.

O único momento em que o frio na barriga bateu foi quando meu amigo saltou. Ele tava na porta do avião e de repente tinha sumido no ar. Pra quem vê de dentro do avião, o salto é realmente muito rápido. Logo chegou minha vez. Você se arrasta até a porta do avião e o câmera man pula antes, pra pegar a imagem de você pulando do avião. Tudo muito rápido.

Não dá pra saber onde é o chão e onde é o céu. É indescritível de verdade! Muita gente relata dificuldade pra respirar, mas pra falar a verdade, eu não faço ideia se eu pude respirar ou não. Nem pensei nisso! Senti o instrutor dar dois tapinhas no meu ombro e abri os braços. O paraquedas abrindo deu um puxão um pouco dolorido e então tudo se acalmou. Deu certo! Depois dos 50 segundos de queda livre, tive uns oito minutos sobrevoando Boituva. Não conseguia parar de olhar pros meus pés, porque não acreditava que não havia nada embaixo deles! Hahaha! Eu, pessoalmente, não tive nenhum problema de altitude, mas meu amigo disse que teve uma leve tontura.

O pouso é tranquilo, o camera man já estava em terra e pegou toda a chegada. Minha cara de “AI MEU DEUS EU SALTEI MESMO” no vídeo ficou bem engraçada. Depois disso, é só esperar o DVD das fotos ficar pronto, o que é bem rápido, por sinal.

Enfim, escrever esse post me faz lembrar de quanto a liberdade de estar no ar é maravilhosa e como eu faria isso milhões de vezes se pudesse. Realmente é uma experiência que eu acho que todos deveriam ter. Mas, vamos às dicas!

Paraquedas Boituva
O pouso e a minha cara de quem não acreditava no que tinha acabado de acontecer

Como é o salto de paraquedas

O salto duplo de paraquedas (você e o instrutor certificado) acontece a, aproximadamente, 12 mil pés (uns 3800 metros de altura) e 230km/h. São mais ou menos 15 min de voo, 1 minuto de queda livre (ui) e o resto voando com o paraquedas, com direito a algumas manobras radicais (como por exemplo quando o instrutor deixa você guiar o vôo de mentirinha).

Todas as instruções são passadas antes do salto, com um rápido treinamento em terra; e repassadas no avião.

Preços

Durante a semana (pagamento em dinheiro)

  • Salto sem filmagem nem fotos – R$ 289
  • Salto com fotos (feito pelo instrutor que participa do salto) – R$ 370
  • Salto com vídeo (feito pelo instrutor que participa do salto) – R$ 390
  • Salto com vídeo e fotos (feitos pelo câmera man + feitos pelo instrutor que participa do salto) – R$ 600

Finais de semana (pagamento em dinheiro)

  • Salto sem filmagem nem fotos – R$ 289
  • Salto com fotos (feito pelo instrutor que participa do salto) – R$ 420
  • Salto com vídeo (feito pelo instrutor que participa do salto) – R$ 430
  • Salto com vídeo e fotos (feitos pelo câmera man + feitos pelo instrutor que participa do salto) – R$ 630

Preços da escola na qual fiz o meu salto, Paraquedismo Boituva. Clique aqui para consultar mais preços.

Vale a pena fazer vídeo e fotos no primeiro salto da vida. São lembranças realmente maravilhosas para se ter.

Restrições

  • Acima dos 99kg, cobra-se taxa adicional para o salto, sendo 135kg o limite máximo de peso para quem vai saltar.
  • Menores de 16 anos não saltam.
  • Menores de 18 anos saltam apenas com a presença de um responsável legal.
  • Não se pode saltar gripado ou com as vias aéreas obstruídas.
  • Não se pode saltar se foi praticado mergulho nas 48 horas anteriores ao salto.
  • A possibilidade do salto depende diretamente das condições do tempo.

Reservas

Para reservar o salto precisa entrar em contato com a escola via e-mail ou whatsapp. É necessário fazer um depósito para agendar. No entanto, conheço bastante gente que chegou lá na hora e conseguiu saltar.

Paraquedas Boituva

E você, já saltou de paraquedas? Tá tomando coragem? Conta pra mim aqui nos comentários!

Beijo!

Vitória Cabral

Adepta da mochila e da liberdade simplesmente porque viajar é muito mais que algo para se fazer nas férias. Viajar é vivência, experiência, cultura e estilo de vida.

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1 thought on “Paraquedas: como é saltar em Boituva, São Paulo

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